Dia Mundial do Refugiado
Hoje, no Dia Mundial do Refugiado, olhamos para as crianças que perderam não só o lar, mas também o direito à infância.
São milhões. Milhões de rostos que deixaram de brincar para aprender a sobreviver. Rostos que fugiram da guerra, da fome e da doença. Que enfrentaram o mar, desertos e fronteiras, muitas vezes sozinhos, sem família, sem palavras que compreendam, sem colo que os ampare.
Algumas nunca chegam. Outras chegam sem voz. E muitas carregam para sempre as cicatrizes do que viveram — ou do que nunca puderam viver.
A Convenção sobre os Direitos da Criança recorda-nos que todas as crianças, independentemente da sua origem, nacionalidade ou estatuto legal, têm direito à vida, à proteção, ao desenvolvimento e à não discriminação. No entanto, estas crianças continuam a ser invisíveis aos olhos de muitos.
Cada infância perdida é uma ferida no futuro da humanidade.
Hoje, que este dia seja mais do que uma data. Que seja um apelo. Um compromisso. Um gesto de solidariedade com as crianças que fogem do inimaginável à procura de dignidade e segurança.
Porque nenhuma criança devia crescer a fugir. Nenhuma infância devia ser interrompida
Manuela Ralha

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© Manuela Ralha