A Gramática do Humano | Palavra XIII — ESPERANÇA - Parte II
Legenda da imagem A chave ocupa o centro simbólico desta imagem. Assenta sobre uma planta, não sobre um mapa acabado: não abre uma porta já dada, exige que se pensem e construam as condições de entrada. O fio dourado que a atravessa liga-a à esperança como responsabilidade concreta — não a esperança que espera pelo futuro, mas a que trabalha para que o futuro possa ser habitado. À esquerda, os livros de Gabriel Marcel, Primo Levi, Hannah Arendt, Paulo Freire, Walter Benjamin, José Saramago e José Tolentino Mendonça desenham uma comunidade de pensamento. Entre a fidelidade aos gestos pequenos, a memória do sofrimento, o valor do mundo comum, a participação, os direitos e a responsabilidade por quem vem depois, todos recusam a ideia de que a esperança seja um sentimento privado. Ela pede presença, educação, justiça e uma atenção vigilante àquilo que permite ou impede uma vida digna. As palavras que formam a constelação — fidelidade, presença, mundo, participação, direitos, futuro e resp...