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A mostrar mensagens de julho, 2026

A Gramática do Humano | Palavra IV — Cuidar — Parte II

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A GRAMÁTICA DO HUMANO PALAVRA IV — CUIDAR Não nos tornamos humanos apenas porque fomos cuidados. Tornamo-nos humanos quando aprendemos a cuidar. Segunda publicação — Andamentos III, IV e V A imagem da Palavra IV — Cuidar apresenta uma mesa de trabalho onde pensamento, literatura, música e escrita dialogam em torno do cuidado como uma das linguagens fundamentais da existência humana. No centro, a palavra «Cuidar» é acompanhada pela frase que atravessa toda esta reflexão: «A vida humana é, desde o primeiro instante, uma obra de cuidado.» As lombadas dos livros convocam Martin Buber, Hannah Arendt, Václav Havel e Carol Gilligan, cujas obras interrogam a relação, a condição humana, a vida em comum e as diferentes formas de reconhecimento do outro. No caderno aberto, algumas frases do ensaio rec...

Por detrás do esquema, vidas aprisionadas

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  O tráfico de pessoas na era da fraude digital Imagem oficial da campanha de 2026 para o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas: uma linha semelhante a uma rede digital ou a um arame de cativeiro sustenta vários compartimentos onde seres humanos permanecem aprisionados, vigiados e submetidos à engrenagem da fraude digital. Ambiente sonoro Woodkid — Goliath Uma pulsação industrial acompanha esta leitura. Em Goliath , a música cresce como uma engrenagem colossal diante da qual o ser humano parece pequeno, vulnerável e substituível. A sua força sombria evoca as redes transnacionais, a vigilância, a tecnologia e os circuitos financeiros que transformam vidas em instrumentos de uma máquina criminosa. Por detrás da monumentalidade do sistema, permanece um corpo que resiste a ser apagado. Ouvir e ver “Goliath” no YouTube Ouvir “Goliath” no Spotify ...

A Gramática do Humano | Palavra IV — Cuidar — Parte I

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  A GRAMÁTICA DO HUMANO PALAVRA IV — CUIDAR Não nos tornamos humanos apenas porque fomos cuidados. Tornamo-nos humanos quando aprendemos a cuidar. Primeira publicação — Introdução e Andamentos I e II A imagem da Palavra IV — Cuidar apresenta uma mesa de trabalho onde pensamento, literatura, música e escrita dialogam em torno do cuidado como uma das linguagens fundamentais da existência humana. No centro, a palavra «Cuidar» é acompanhada pela frase que atravessa esta reflexão: «A vida humana é, desde o primeiro instante, uma obra de cuidado.» As lombadas dos livros convocam Martin Buber, Hannah Arendt, Václav Havel e Carol Gilligan, autores cujas obras interrogam a relação, a condição humana, a vida em comum e as diferentes formas de responsabilidade pelo outro. No caderno aberto, algumas frases do ensaio recordam-nos que nenhum...

A Gramática do Humano | Palavra III — Vulnerabilidade — Parte II

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  A GRAMÁTICA DO HUMANO PALAVRA III — VULNERABILIDADE A vulnerabilidade não é aquilo que nos falta. É aquilo que nos liga. Segunda publicação — Andamentos III, IV e V Legenda da Imagem – Palavra III | Vulnerabilidade (Parte II) As páginas abertas de A Arte da Fuga, de Johann Sebastian Bach, ocupam agora o centro da composição, recordando que a vida humana se constrói na relação entre diferentes vozes. Em redor, as obras dos autores que acompanham esta palavra testemunham um diálogo onde a vulnerabilidade deixa de ser entendida como fragilidade para se revelar como abertura, vínculo e possibilidade. A fotografia apoiada sobre a mesa sugere um caminho. Não aponta um destino, mas recorda que a condição humana é sempre uma travessia feita de encontros, perdas, aprendizagem e transformação. Ao centro permanece a frase que orienta todo o ensaio: «Só aquilo que pode ser afetado pode verdadeiramente florescer.» A v...

A Gramática do Humano | Palavra III — Vulnerabilidade — Parte I

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  A GRAMÁTICA DO HUMANO PALAVRA III — VULNERABILIDADE A vulnerabilidade não é aquilo que nos falta. É aquilo que nos liga. Primeira publicação — Introdução e Andamentos I e II Legenda da Imagem – Palavra III | Vulnerabilidade Um pequeno rebento nasce das páginas abertas de um livro antigo. As suas raízes permanecem visíveis, lembrando-nos que crescer nunca significa deixar de ser vulnerável. Pelo contrário, é precisamente a nossa abertura ao mundo que torna possível o florescimento humano. Ao centro da composição, um espelho reflete a planta que emerge do livro. Não se trata apenas de um exercício de simetria visual. O espelho simboliza uma das intuições fundamentais desta palavra: reconhecemo-nos melhor quando somos capazes de nos deixar afetar pelo outro. A vulnerabilidade permite-nos ver e ser vistos, acolher e ser acolhidos. A humanidade constrói-se sempre em relação. Em redor do livro, surgem os ...