Mensagens

A mostrar mensagens de agosto, 2026

A Gramática do Humano | Palavra X — CONFIANÇA - Parte I

Imagem
TERCEIRA PARTE — A GRAMÁTICA DA ESPERANÇA Ambiente sonoro Johann Sebastian Bach — A Arte da Fuga, BWV 1080: Contrapunctus I Fretwork O primeiro contraponto abre a obra com uma linha clara, quase despojada, que se vai tornando espaço de escuta, relação e construção. A sua sobriedade acompanha a entrada nesta Gramática da Esperança: não oferece consolo fácil, mas uma forma de ordem interior, uma respiração lenta e uma possibilidade de continuar depois da complexidade. YouTube · Spotify Chegamos à última parte desta travessia depois de termos atravessado algumas das palavras mais exigentes da vida comum. Aprendemos que o humano não se sustenta apenas na intenção individual, nem na pureza dos sentimentos, nem na beleza abstrata dos princípios. Sustenta-se no modo como escutamos, cuidamos, respondemos, protegemos a liberdade, procuramos a justiça, reconhecemos a dignidade e aceitamos pertencer a uma comunidade sem apagar a singularidade de cada pessoa. Mas ne...

A Gramática do Humano | Palavra IX — Comunidade - Parte II

Imagem
    Legenda da imagem: Composição em tons de marfim, castanho, negro e dourado, organizada em torno de uma mesa comum rodeada por cadeiras diferentes. Fios dourados ligam cada lugar aos restantes e prolongam-se para além do círculo, atravessando livros, manuscritos e pautas musicais. A imagem representa os três movimentos desta segunda parte: tomar parte no mundo comum, sustentar aquilo que construímos e manter aberto o «nós». As cadeiras distintas recordam que participar não é apenas estar presente, mas possuir a possibilidade de transformar o lugar; os fios mostram que a continuidade depende de responsabilidades repartidas e de uma transmissão que não aprisione o comum às mesmas mãos; o círculo incompleto deixa espaço para quem ainda pode chegar. A comunidade permanece viva quando nenhuma presença precisa de desaparecer para pertencer e quando aquilo que é de todos pode continuar a mudar de mãos. PALAVRA IX — COMUNIDADE PARTE II — PARTICIPAR, SUSTENTAR E MANTER ABERTO ...

A Gramática do Humano | Palavra IX — Comunidade - Parte I

Imagem
  Legenda da imagem: Em torno de uma mesa comum, cadeiras diferentes ocupam o mesmo espaço sem perderem a sua singularidade. Fios dourados ligam cada lugar aos restantes e prolongam-se para além do círculo, sobre livros, manuscritos, música e um mapa quase apagado, sugerindo que nenhuma comunidade se limita à soma daqueles que nela vivem. Constrói-se no mundo que nasce entre presenças distintas: nas relações que as unem, nas palavras que partilham, na memória que recebem e na responsabilidade que assumem pelo que nenhuma poderia sustentar sozinha. PALAVRA IX — COMUNIDADE Introdução — O mundo que nenhum de nós habita sozinho Ambiente sonoro Contrapunctus IX, a 4, alla Duodecima , de Johann Sebastian Bach , por Fretwork . Duas ideias musicais entram em relação sem perderem a sua identidade e encontram, no contraponto, uma forma comum. As quatro vozes permanecem distintas, mas nenhuma se basta a si própria: cada uma ganha sentido na escuta e na resposta das resta...

A Gramática do Humano | Palavra VIII— Dignidade - Parte II

Imagem
  Legenda da imagem: Composição em tons de marfim, negro, azul e dourado, sobre uma mesa de escrita. Livros de Avishai Margalit, Miguel Torga, Valter Hugo Mãe, John Stuart Mill, Michel Foucault, Carlos Drummond de Andrade, Eduardo Lourenço e Sophia de Mello Breyner Andresen acompanham um caderno aberto onde se destacam três exigências da dignidade: não permitir que a humilhação reduza uma pessoa ao olhar que a diminui, distinguir o cuidado da tutela e construir um mundo onde cada vida possa participar sem perder a sua singularidade. Uma constelação liga Dignidade a Humilhação, Cuidado, Tutela, Autonomia, Participação, Pertença e Comunidade. Ao lado, a pauta de A Arte da Fuga, BWV 1080 , de Johann Sebastian Bach, traduz musicalmente a relação entre vozes que avançam em direções e tempos diferentes sem perderem a identidade. A oliveira, o tinteiro e a caneta evocam permanência, escrita e transmissão: nenhuma vida deve ser diminuída para que outra possa ocupar o seu lugar no m...