Dia Mundial do Refugiado – 20 de Junho
Hoje não é apenas um dia de evocação — é um dia de consciência.
Em 2025, mais de 122 milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas. Quase 43 milhões são refugiados.
São números que nos devem abalar. Porque por trás de cada estatística há uma história interrompida. Uma vida em suspenso.
Vivemos um tempo marcado por 61 conflitos armados ativos em 36 países.
No Sudão, o horror tomou conta: mais de 25 milhões enfrentam fome extrema, e mais de 522 mil crianças já morreram de desnutrição.
Em Gaza, o cerco à ajuda humanitária está a custar vidas todos os dias.
E os que tentam ajudar, também estão a pagar um preço: só em 2024, mais de 360 trabalhadores humanitários foram mortos. Em 2025, as mortes continuam a aumentar — só no Sudão e em Gaza, contam-se já mais de 140 profissionais assassinados no exercício do seu dever.
Perante esta realidade brutal, não podemos calar nem fechar os olhos.
Os direitos dos refugiados são direitos humanos.
E proteger esses direitos é uma responsabilidade que deve ser assumida com clareza e coragem.
Hoje, reafirmo o meu compromisso:
🔹 com o acolhimento digno de quem procura paz;
🔹 com o respeito pelos direitos fundamentais de todos os que fogem da guerra e da fome;
🔹 com a construção de uma sociedade que recusa o medo e abraça a solidariedade.
Portugal é terra de partida e deve continuar a ser terra de chegada.
Uma terra que acolhe, protege e respeita.
🕊️ Que sejamos ponte — e nunca muro.
🕯️ Que sejamos humanidade — e não indiferença.
Manuela Ralha

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© Manuela Ralha